Texto Referencial: “Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do meu Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim” (Jo 6,57).
1 – No Antigo Testamento, Deus se mostrou libertador em relação ao povo de Israel que tinha feito uma péssima experiência que o marcou para sempre. No deserto, a caminho da terra prometida, o Senhor o alimentou com o maná e ainda o livrou da sede mortal, fornecendo-lhe água a partir da rocha: mostrando-se assim um Pai Amoroso e misericordioso com o seu povo. Sem tal presença Ativa de Deus, ele (o povo) teria morrido no deserto.
2 – A todos os povos, o Senhor Deus livrou da condenação eterna, pela encarnação do filho amado – Jesus Cristo –. Ele (Jesus) fez a experiencia de se tornar homem, de sofrer fome e sede, de ser traído, até por um discípulo – Judas – e ser crucificado como um facínora, para assim morrer, sofrendo física, psíquica, religiosa e moralmente. Não poderia ter sido pior amou-nos, assim, ternamente, apesar de ser rejeitado violentamente, foi fiel até o fim.
3 – Portanto pela encarnação, adquiriu um corpo humano para amar, servir e morrer pela libertação de todos os homens. Fez ainda mais: admiravelmente mais; permanecendo conosco na Eucaristia, como alimento de nossa peregrinação terrena. Ficou não só para ser levado em procissão ou para ser adorado. Permaneceu como alimento. Por isso cabe-nos ser mais gratos a Jesus em nossas vidas.
4 – Como vai nossa vida Eucarística? Nossa participação na Santa Missa? É amorosa, frequente e agradecida? Fazemos visita ao Santíssimo Sacramento em nossas Igrejas? Como vai nossa participação na vida da comunidade? O domingo é ainda de fato o Dia do Senhor? Da celebração de sua ressureição? Somos ainda um povo grato a Deus?
5 – Depois de tantas perguntas, rendamos graças e louvores ao Santíssimo Sacramento do altar.
+Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté, SP