Texto Referencial: “Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está no céu”. (Mt 10,33)
1 – Jesus veio do Pai, não somente, para morrer por nós: mas para evangelizar e edificar o Reino de Deus (Pai), tornando a convivência humana mais fraterna solidaria e feliz, apesar do mal existente e sempre ativo, por causa da injustiça ou seja do pecado, sempre ativo como realidade anti-reino. Jesus foi o primeiro a sofrer as consequências de tudo isso. Contudo, veio mostrar com atitudes quanto amava a Deus e a nós.
2 – Jesus foi enviado pelo Pai e enviou, por sua vez, discípulos como missionários da boa nova portanto ele (Jesus) não trouxe apenas uma boa doutrina, mas um novo modo de ser, de agir para transformar a realidade. Quis a conversão de todos, mesmo custando isso muito caro. De fato, ao lado de todo justo Abel haverá um Caim, ou um Judas Iscariotes. Os discípulos de Jesus, no entanto devem continuar a plantar o trigo, mesmo quando outros espalhem a cizânia.
3 – Os missionários, ou seja, os enviados evangelizadores deverão, portanto, ser a vida toda testemunhas, ou, as vezes até mártires. Por isso Jesus fala no texto ao menos três vezes, em “não tenhais medo”. Este (medo) pode dificultar a vitória, mas não deve impedi-la. Ele (Jesus) promete estar sempre ao lado dos que combatem o bom combate, para que vença.
4 – Portanto Jesus não trouxe apenas, uma admirável doutrina, mas -eu repito- um novo modo de ser e viver. Os cristãos diante do Pai, deveriam tornar-se adoradores de Deus e diante do próximo e com ele construtores de um mundo melhor: mais justo, onde todos tivessem vez e voz. Isto, nenhuma filosofia nem tão pouco empresa ou fundação humana consegue. Em assim sendo, podem somente pretendê-lo, entidades que defendam os valores transcendentes e não apenas os imanentes. Os defensores, daquela realidade, ele (Jesus) os defenderá diante de seu Pai, enviando-lhes ainda o seu Espírito – o Espírito Santo.
4.1 A entidade que então deverá defender os direitos de Deus (adoração, sacramentos, evangelho etc.) se chama hoje em dia A Igreja, esta – Jesus certamente – a quis e a quer ainda hoje e para sempre. Esperava e espera ainda mais dela? Penso que não haja o que discutir neste caso. Ele quer mais e merece mais, da sua Igreja, ou seja, de todos nós.
+Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté, SP